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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Deu no Le Monde!

Guinée-Bissau: la télévision nationale, en panne, n'émet plus depuis 4 mois
La télévision nationale de Guinée-Bissau (TVGB), la seule du pays, en panne d'émetteurs et dont le personnel est resté plusieurs mois sans salaire, n'émet plus depuis quatre mois.


"Nous sommes à l'arrêt depuis juillet pour une panne d'émetteurs", a déclaré à l'AFP le directeur de la télévision d'Etat, Eusébio Nunes.

Selon lui, la TVGB, créée en 1989, souffre de plusieurs maux dont la vétusté du matériel et des locaux mal entretenus.


Ses journalistes travaillent avec deux caméras dont l'une est en panne, une seule table de montage, n'ont pas de véhicule de reportage.

Le personnel, formé d'une centaine de journalistes, techniciens et agents administratifs, réclame plusieurs mois d'arriérés de salaires, des primes et de meilleures conditions de travail.

"Un journaliste touche 63.000 FCFA (environ 90 euros) par mois alors qu'un sac de riz de 50 kg coûte aujourd'hui 20.000 FCFA (30,4 euros), le tiers de son salaire. Comment voulez-vous que nous soyons motivés ? ", s'est interrogé José Banjaqui, caméraman.

"Nous sommes fatigués de nous plaindre auprès des autorités", a déclaré Sibiti Camara, rédacteur en chef et présentateur vedette.

"Personne ne s'intéresse à notre station car le Premier ministre a sa propre équipe de reportage qui couvre ses sorties aussi bien à l'extérieur qu'à l'intérieur du pays. Il en est de même pour le président de la République. Dans une telle situation, à quoi sert la télévision nationale?", a-t-il affirmé.

Le gouvernement angolais, dont une équipe technique a visité le pays la semaine dernière "pour faire un diagnostic complet des besoins", a promis de trouver une solution "dans les meilleurs délais", selon un communiqué officiel.

"Regardez sur les toits des maisons. Il y a partout des antennes paraboliques. Les Bissau-Guinéens ne regardent pas leur télévision qui ne marche pas", a noté Quintino Djassi, propriétaire d'une salle vidéo dans un quartier populaire de la capitale.

Selon une étude de l'Institut national de communication publiée en 2006, la Guinée-Bissau, dont la population est de 1,5 millions d'habitants, comptait 12.000 postes de télévisions, dont 7.000 dans la capitale.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Finalmente um banho

Ontem eu também fui a uma escola em construção para fazer algumas fotos. Na volta para o escritório, um dos meus colegas me pergunta se eu me incomodaria em passar na casa dele para ele pegar o carregador do celular. Para lá fomos. Fiquei a esperar no carro.
Depois de uns dez minutos ele volta com um sorriso gigante, desses que só o contraste da pele negra com os dentes brancos pode criar:
- Desculpa lá. Estava sem água há quatro dias. Hoje a água chegou. Faz quatro dias que não tomo banho direito. Podem ir para o escritório que eu vou ficar aqui. Quero tomar banho!
- Risos e mais risos.
- Viver na Guiné é assim!

Voltei para o escritório e ele deve ter secado a água de tanto banhar-se. Sabe-se lá quando vai conseguir tomar banho de novo, né.

Assinatura de jornais

Ontem fui fazer a assinatura de alguns jornais locais. Não há jornal diário no país, apenas semanários que, diga-se de passagem, às vezes falham.
Mas, enfim, lá fui eu, pois sou brasileira e não desisto nunca.
Primeiro jornal: portas fechadas.
Segundo jornal: não consegui uma factura pro-forma. Motivo: não havia energia para imprimir. E eu na inocência: mas pode ser a mao. Resposta: nao tenho caneta!
Terceiro jornal: só amanhã de manhã.
Conclusão: comprei um rádio e começo minhas aulas de crioulo amanhã.

domingo, 10 de outubro de 2010

Futebol

O time de futebol da Guiné-Bissau treina em Portugal.
Ontem GB jogou contra Angola, em Luanda.
O governo de Angola enviou um avião para buscar a equipe de futebol de GB.
Como a TV local não está funcionando há mais de três meses por falta de uma peça, o único canal que transmitiu o jogo foi a TPA, de Angola, que, nao estava a pegar no lugar onde eu estava.
Resultado 1 x 0 para Angola.
Menos mal: a equipe de GB tem carona de volta garantida. Imagina se tivesse ganho!

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições encerradas na Guiné-Bissau

Opa, estou a falar das eleições brasileiras.
Dos 108 eleitores registrados, apenas 49 compareceram. O resultado é o seguinte:

Marina: 22
Dilma: 18
Serra: 7
Plínio: 1
Nulo: 1

É a primeira vez que a eleição é eletrônica aqui. Muitos dos brasileiros que vieram votar não sabiam quem eram os candidatos, pois, principalmente para aqueles que vivem no interior do país, é praticamente impossível acessar a internet. Também foi a primeira vez que muitos votaram com urna eletrônica.

Sem conhecer ao certo os candidatos e muito menos a proposta deles, talvez a vitória da Marina seja reflexo dos votos da comunidade evangélica que vive aqui. Talvez. Isso é minha suposição.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Pelo celular

Antes de vir para Bissau, tive que desativar a minha internet Claro 3G. Que inferno!!!! Ninguém merece ter que entrar em uma loja da Claro.
Nesse meio tempo, minha irmã tinha alguns pontos para comprar um outro celular, que no caso é o aparelho que trouxe para cá. Fomos na loja da Vivo. Que inferno!!!! Ninguém merece ter que entrar em uma loja da Vivo. Não era pra cancelar nada, era pra comprar e o trampo foi o mesmo.
No meu primeiro dia em Bissau falei com o motorista que precisaria comprar um número de celular. Ele simplesmente parou o carro, alguns meninos se aproximaram, dei o dinheiro, eles me deram o número e os créditos do celular. Tudo não demorou mais do que 30 segundos.
É só para registrar como é muiiiiiiiiiiiiiiito mais fácil ter acesso a um celular aqui. E imagino que esse seja um padrão para o continente, já que nos outros cinco países onde estive, o processo foi sempre simples. O saco sempre foi desbloquear o celular do Brasil, na época em que isso era bem complicado fazer por aí.
E outra coisa: como somos roubados no Brasil com os preços abusivos das ligações! My God! Acabei de falar 28 minutos, ligação de celular para celular aqui, e gastei menos de 1000 CFA, o equivalente a uns R$ 3,50.
Só para desabafar!