Dessa vez foi muito rápido. Não fui nem à restinga, não consegui ver todo mundo que queria, nem me despedir direito deu. Mas vejo pelo lado positivo. É sinal que terei que voltar. E esse sentimento de que sempre há mais para fazer é que me motiva a voltar sempre, seja para Angola, Moçambique ou para o Brasil. Esse sentimento de ainda não estar pronto revolta ao mesmo tempo que motiva. Construir é transformar. Estamos juntos!
sábado, 21 de novembro de 2009
A malta
Omunga, palavra em umbundu, significa união. Omunga é o nome da minha ONG angolana do coração. Para quem conhece a ONG, logo percebe que omunga é família, sonho, ativismo. É o berço da brigada de jornalistas em parceria com a Minibus. Omunga é transformação. É por causa das gentes do Omunga que eu gosto tanto de Angola. Malta, já estou a sentir saudades!
Dessa vez foi muito rápido. Não fui nem à restinga, não consegui ver todo mundo que queria, nem me despedir direito deu. Mas vejo pelo lado positivo. É sinal que terei que voltar. E esse sentimento de que sempre há mais para fazer é que me motiva a voltar sempre, seja para Angola, Moçambique ou para o Brasil. Esse sentimento de ainda não estar pronto revolta ao mesmo tempo que motiva. Construir é transformar. Estamos juntos!





Dessa vez foi muito rápido. Não fui nem à restinga, não consegui ver todo mundo que queria, nem me despedir direito deu. Mas vejo pelo lado positivo. É sinal que terei que voltar. E esse sentimento de que sempre há mais para fazer é que me motiva a voltar sempre, seja para Angola, Moçambique ou para o Brasil. Esse sentimento de ainda não estar pronto revolta ao mesmo tempo que motiva. Construir é transformar. Estamos juntos!
Só em Angola
Conheci Amor de Fátima. Sim, a rapariga tem esse nome. Nome lindo. Adorei. Apresento aqui Amor de Fátima, filha de Admiração Francisco, ao lado de Claudio, meu anjo!

Eu também conheci Rambo. Tava crente que era um apelido em referência ao fortão dos cinemas. Não, não era. Mas o Rambo de Angola dá de mil a zero em quesito simpatia. Abaixo, Rambo (à esquerda), eu - vítima dos celulares, diga-se de passagem - e Secretário (à direita). Ah, o Secre trabalha no Omunga e o nome dele é Secretário mesmo. Só em Angola. Dá para não AMAR um lugar ssim?
Eu também conheci Rambo. Tava crente que era um apelido em referência ao fortão dos cinemas. Não, não era. Mas o Rambo de Angola dá de mil a zero em quesito simpatia. Abaixo, Rambo (à esquerda), eu - vítima dos celulares, diga-se de passagem - e Secretário (à direita). Ah, o Secre trabalha no Omunga e o nome dele é Secretário mesmo. Só em Angola. Dá para não AMAR um lugar ssim?
Mulher da cor do tempo
Hoje, na volta de Luanda a São Paulo, li "O livro da paz da mulher angolana - as heroínas sem nome". Deliciosa leitura, cheia de história, de garra, de sofrimento, de luta. Uma visão da importância da mulher na construção da paz e um tapa de luva de pelica em conceitos vazios de desigualdade de gênero. A mulher, mesmo em tempos de guerra, carrega em si humanismo e, com ele, carrega a humanidade.
Aqui vai uma pequena homenagem à mulher angolana, com algumas poucas fotos que fiz durante essa última estadia no país e um texto de Dya Kasembe:
"Há no teu olhar
Toda a violência que Angola tem
Há nese olhar
Toda a bondade da humanidade
No teu olhar
Mulher da cor do tempo
a ironia da vida, e a dor do mundo habitam
Eu vi no teu olhar
Mulher da cor do tempo
O mar se afogar nas tuas lágrimas
Nesse olhar
Mulher da cor do tempo
Perdi-me
encontrei-me
Nesse olhar
Mulher da cor do tempo
Vi olhares de todas as mulheres"




Aqui vai uma pequena homenagem à mulher angolana, com algumas poucas fotos que fiz durante essa última estadia no país e um texto de Dya Kasembe:
"Há no teu olhar
Toda a violência que Angola tem
Há nese olhar
Toda a bondade da humanidade
No teu olhar
Mulher da cor do tempo
a ironia da vida, e a dor do mundo habitam
Eu vi no teu olhar
Mulher da cor do tempo
O mar se afogar nas tuas lágrimas
Nesse olhar
Mulher da cor do tempo
Perdi-me
encontrei-me
Nesse olhar
Mulher da cor do tempo
Vi olhares de todas as mulheres"
As orebas!
Coisas que ouvi em Angola...
1. Chego no aeroporto hoje às 6h. Meu voo tá marcado para às 9h15. Depois de mostrar o passaporte CINCO vezes até quase chegar ao check in, o policial fala:
- A senhora não pode entrar
- Como não, senho-or?
- Agora é só pra quem vai a Joburg. Seu check in é às 9h
- Mas como, se o voo está marcado para as 9h?
- É isso que eu sei.
2. Professores perguntam às crianças:
- Sabem onde nasce o milho?
- Sim, do PMA (Programa Mundial de Alimentação)
3. Portugal é Angola.. Esse era o refrão que os portugueses tinham que cantar quando partiam de navio para Angola, para gozar das graciosas, nos tempos coloniais. Graciosas eram férias em Portugal financiadas pelo governo português aos trabalhadores portugueses que viviam em Angola
4. E tem quem garanta que Portugal "era um atraso de vida" naquela época. Angola era muito mais fervilhante. E na minha versão: até hoje é assim.
1. Chego no aeroporto hoje às 6h. Meu voo tá marcado para às 9h15. Depois de mostrar o passaporte CINCO vezes até quase chegar ao check in, o policial fala:
- A senhora não pode entrar
- Como não, senho-or?
- Agora é só pra quem vai a Joburg. Seu check in é às 9h
- Mas como, se o voo está marcado para as 9h?
- É isso que eu sei.
2. Professores perguntam às crianças:
- Sabem onde nasce o milho?
- Sim, do PMA (Programa Mundial de Alimentação)
3. Portugal é Angola.. Esse era o refrão que os portugueses tinham que cantar quando partiam de navio para Angola, para gozar das graciosas, nos tempos coloniais. Graciosas eram férias em Portugal financiadas pelo governo português aos trabalhadores portugueses que viviam em Angola
4. E tem quem garanta que Portugal "era um atraso de vida" naquela época. Angola era muito mais fervilhante. E na minha versão: até hoje é assim.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A deixar marcas em Angola
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Morena de Angola
Tinha que ser ele!
Zeto, manucho, angolano, visionário, ativista, hoje à tarde, depois de comermos prego no prato em Benguela.
Em tempo 1: Não, não foi regime. Prego no prato é bife, salada, ovo frito, e batata frita!
Em tempo 2: Hoje à noite precisava de um dooooce. Ainda mais porque eu já fiz tanta coisa aqui que achava que era terça, mas fui alertada que ainda é segunda, dia internacional do regime, que eu já havia burlado mesmo. Enfim, estava em um restaurantezito, como dizem por aqui:
- O que você tem de doce?
- Salada de frutas
- Mas salada de frutas não é doce
Cara de espanto
- Eu falo doce com açúcar
- Ah, temos rebuçado
- Tá bom, quero um (e comprei uma bala de morango)
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