sábado, 20 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra



Porto de onde foram levados vários guineenses como escravos para o Brasil

Hoje é Dia da Consciência Negra. Mas o que será o Dia da Consciência Negra?
Será o dia em que eu me lembro da primeira vez que pisei em África, em Joanesburgo, e vi o apartheid ainda lá?
Será o dia que eu conheci o Cebolinha, quando ele havia saído do hospital?
Será o dia em que eu me deparei com o Zeto lá em São Paulo na sala da Conectas, ou quando dois anos mais tarde, ele estava lá em sua sala na Omunga, no Lobito?
Será o dia em que eu ouvi Vinícius, o branco mais preto do Brasil?
Será o dia em que me chamaram de vermelha?
Será o dia da matapa lá em casa, em Brasília?
Será o dia em que eu ouvi The Market Place, de Hugh Masakela?
Será aquele 13 de março no qual eu me juntei aos rappers da Cidade Tiradentes em passeata pelo centro de São Paulo?
Será o dia em que eu li sobre a lenda do embondeiro, aquele dia em que fui ao museu da escravatura, em Luanda, o dia que fui para Xique Xique de Igatu?
Será o dia em que Nelson Triunfo e mais de 50 hip hoppers lotaram o auditório da faculdade, ou mesmo no dia do lançamento de Hip Hop - a Periferia Grita?
Será hoje, 20 de Novembro de 2010, quando fui para Cacheu, na Guiné-Bissau, no festival Quilombola?
O Dia da Consciência Negra é dia de resistência, de luta, de ideais. O Dia da Consciência Negra está em mim todo dia!

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