Confesso que algumas das imagens que me deram um certo alívio quando dei aquele google básico para ver como Bissau é, foram as fotos que traziam imagens de táxis. Sim, não dos táxis de Angola, como as lotações são conhecidas por lá. Mas dos táxis como os conhecemos no Brasil. Pensei comigo mesma: ufa, se tiver perrengue, pego um táxi.
Quando morei na Beira, em Moçambique, em 2003, nunca peguei um táxi. Naquela época, não existia esse serviço. Em 2009, quando por lá voltei para passar as férias, já haviam carros particulares que mesmo sem se identificarem como táxis, prestavam o serviço de táxi. No Malawi também não me lembro dessa miragem mágica: ver um táxi na rua. Em 2006, em Luanda, em Angola, tinha o Maicon táxi (acho que era esse o nome). O preço era absurdo e a gente nunca sabia se o táxi vinha ou não. Na mesma época, não me lembro de ter visto táxi no Lobito, só em Benguela. Já em 2008, não encontrei o Maicon táxi pela ruas. Não sei se desapareceram ou se foi falta de sorte.
Aqui em Bissau, o táxi funciona como lotação. Mas funciona. Há vários pelas ruas, ao preço médio de 200 CFA, o equivalente a uns R$ 0,80. Hoje voltei à noite para casa e liguei para um dos taxistas de confiança do pessoal da embaixada do Brasil. Serviço de porta a porta, por 500 CFA. Conclusão: é possível sair de casa depois das 19h, quando escurece em Bissau, sem ter carro. Nusssssssssssssss, que alívio!
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
terça-feira, 6 de maio de 2008
Se tem tu, vai tu mesmo!
Linda, uma amiga islandesa, que trabalhou como voluntária no Malauí, estava de malas prontas. Ela ia passar férias no Quênia. Eu e Chris fomos acompanhá-la da vila onde morávamos em Yassini, no estado de Chiradzulu, no sul do Malauí, até Blantyre, capital econômica do país, onde ela pegaria o vôo até Nairobi.
Pois bem: Yassini não era tão longe de Blantyre. Dava cerca de uns 20km. Não era tão longe se tivéssemos carro. Como não era o caso, sempre dependíamos dos mini-ônibus. Tínhamos que pegar uma van até Limbe e depois outra até Blantyre. Se a van não quebrasse no meio do caminho ou se não acabava a gasolina, chegávamos em cerca de uma hora.

Pois bem: Yassini não era tão longe de Blantyre. Dava cerca de uns 20km. Não era tão longe se tivéssemos carro. Como não era o caso, sempre dependíamos dos mini-ônibus. Tínhamos que pegar uma van até Limbe e depois outra até Blantyre. Se a van não quebrasse no meio do caminho ou se não acabava a gasolina, chegávamos em cerca de uma hora.
O problema é que as vans viviam lotadas e a mala de Linda era mesmo uma mala. Só estava atrapalhando. Veja só:

Aí, não deu pra escolher. Se tem tu, vai tu mesmo. E lá fui eu, Linda e Chris até Blantyre, sentados sob as espigas de milho da foto abaixo. Pelo menos o dono do carro deve ter feito sucesso com a pasta de milho ou a pamonha que deve ter sobrado na caçamba do carro! (dá uma olhada no canto direito da foto. Meu pezinho está lá. Eu era a próxima da fila a pagar o mico).

sábado, 26 de abril de 2008
Como coração de mãe...
...sempre cabe mais um.
A foto abaixo foi tirada em Moçambique, no caminho de Macuso à cidade de Quelimane, na província de Quelimane, região central do país.
Não dá pra ver, mas eu estava lá no meio, sanduichada. É que deram um lugar privilegiado pra mamma aqui. A viagem demorou quase quatro horas. Nós, eu e Shari, minha amiga húngara, que foi voluntária comigo em Moçambique, chegamos à Quelimane acabadas e famintas. Fomos comer em um restaurante/bar mas, na hora de pagar a conta, uma surpresa: não havia papel moeda em nenhum banco da cidade. Por isso, quem não tinha dinheiro trocado, não recebia troco de nenhum estabelecimento. Cheguei a pensar que era sacanagem, que o dono do restaurante estava nos enganando. Mas, com algum tempo de Moçambique, percebi que nem sempre os bancos têm papel moeda. Por duas vezes, em Beira, onde morei, não consegui sacar dinheiro porque simplesmente nenhum banco tinha dinheiro. Bom, se o banco não tem dinheiro, quem vai ter?
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