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terça-feira, 24 de agosto de 2010

United Nations Volunteer position in Guiné-Bissau

UNV Communications and Advocacy open position in Guinea-Bissau

http://www.unv.org/en/how-to-volunteer/special-recruitment/doc/unv-communications-and-advocacy.html

or www.unv.org

Application can be done only through UNV site: see TORs and instructions in the above mentioned link.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Os primeiros passos de uma voluntária*

Já faz quase um mes que estou na Inglaterra e, para nao perder o vicio, aqui vai meu primeiro diario de bordo. Para relembrar quem ja se esqueceu, cheguei naInglaterra dia 3/3, feriadao de Carnaval. Estou participando de um programa de voluntariado. Fico seis meses aqui, mais seis em Mocambique, e depois mais dois em algum lugar. Achei que iria para aDinamarca, mas talvez vou parar em outro pais. Vivo em Winestead,uma cidade bem minuscula, com muitas fazendas, no nordeste daInglaterra. Mas meu dia aqui nao e monotono. Nem um pouco. Voces vao ver. Minha casa fica numa area bem verde. E no mesmo lugar que a escola. Vivem aqui umas 30 pessoas, oito da minha equipe, e o restante de mais duas equipes. Ou seja: passamos os dias aqui. E uma especie de Big Brother, mas, e muito legal. Por exemplo: cada pessoa tem uma ou mais areas de sua responsabilidade. Sou responsavel por festas (e claro), pela viagem de sobrevivencia que vamos fazer no fim de abril e por fundraising (arrecadacao de fundos para irmos para a Africa). Mas...... minha amiga hungara e>responsavel pela cozinha e pelo menu. Entao, fazemos nossas festinhas ilegais todas as noites e "arrecadamos" quitutes na cozinha - ela tem a chave de la.
Aqui dou aula de portugues para minha equipe todos os dias. E tambem estou estudando frances, uma vez por semana, com uma francesa. Procuro dar as aulas do jeito que >gostaria ter aprendidoingles, espanhol e, principalmente, italiano. E muito gostoso dar aulas. Outra responsabilidade que temos e cozinhar, lavar os pratos e limpar a casa. Tres vezes por semana eu cozinho ou lavo a louca para as 40 pessoas que vivem aqui. Dividimos as tarefas em tres ou quatro pessoas. Sou um desastre. So posso cozinhar massa e brigadeiro. Estouquebrando o galho assim. Outro dia, fiz ate talharine ao forno. Ficou bom, por incrivel que pareca.

Para arrecadar fundos para a viagem para a Africa, os voluntarios tem de elaborar uma revista e vende-la pelas ruas da Europa. Fiz o projeto grafico da ultima revista e editei os textos. Ficou boa. Hoje, acabei de voltar de Liverpool, onde fui vender algumas revistas. Fiz mais dinheiro do que em um mes trabalhando como jornalista. Nao sei se fiquei feliz ou triste. Liverpool e bem legal. Fui ao museu dos Beatles e a um bar no centro da cidade, onde eles tocavam. A cidade e uma daquelas que respiram musica. Ainda esta frio. Hoje devem ter feito uns 12 oC. Quem me conhece bem sabe que eu sou muito calorenta. Aqui tenho que usar no minimo tres blusas. Antes usava duas calcas, mas ja cansei de colocartanta roupa e estou me garantindo so com uma mesmo.

Nesse tempo que estou aqui so tenho uma certeza: a experiencia esta valendo a pena

Qto. a guerra (a invasão do Iraque, em 2003), estou apenas acompanhando as noticias pela internet e pela televisao. Ainda nao e dessa vez que vou a uma guerra. Ainda nao. So ainda, viu, mae! Por aqui esta tudo tranquilo. Mesmo em Liverpool nao parece que o pais esta apoiando a guerra. Ainda nao fui para Londres. Fiz a rota anti-terror Sao Paulo-Amsterda-Humberside. O cachorro da policia quase pulou em cima de mim em Amsterda mas, de resto, tudo deu certo.

Devo ir a Londres no fim do mes. Dai conto para voces como esta o clima la. Bom, por enquanto e isso.

*Email que enviei para amigos no dia 01/04/2003, contando as primeiras experiências sobre meu programa de voluntariado. Como digitei o texto em teclado inglês, não acentuei.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Enfim em Joahnnesburg!

Eis que vasculhando meus emails, acho um email que escrevi em outubro de 2003 para alguns amigos que se preparavam para ser voluntários na África. No email, dividido em três partes, que postarei em três dias aqui, conto um pouco das minhas primeiras impressões na África e dou dicas para os próximos voluntários que lá chegarão. Pisei no continente pela primeira vez no dia 24 de setembro de 2003. Fiquei em Joahnnesburg por dois dias, depois segue para Maputo e, enfim, para Beira, onde morei. É claro que essas são primeiras impressões que não refletem necessariamente o que penso hoje.
O único inconveniente do email é que foi escrito em inglês. Mas vou ver se acho os outros vários que escrevi em português. Ah, meu inglês melhorou bwé nesses últimos cinco anos!


JOAHNNESBURG (extra luggages, currency exchange etc.)The first step is getting to Joahnnesburg. As soon as we left the airplane a guy that worked for the airport came to help us to carry our stuff. Of course: we were full of things, we are women and we are white. Never mind, it was of providencial assistance. We jumped the line at the immigration and after 5 minutes we were next to our luggages. Ops: we were carrying lots of things because the guy (Pound Saver) that sold the tickets said that we could carry 20 kg extra but when we did the check in they only allowed us to carry 3 kg extra. Then we had to hide the 20 kg extras in our hand luggages. So, try to arrange these extra kg before with the Pound Saver man.After taking the luggages we met the people from the hotel that we stayed (Africa Center). They took us to the hotel what was a good idea because Joahnnesburg can frightened even me that I am from Sao Paulo. In the airport parking lot some men tried to carry our luggages, and all of them were asking for money.After this premier, we weren’t so excited to go to the city center. We prefered to do what the hotel suggested: go to a Mall. Then I realised that all the Malls wherever we go are the same. Even in the windows, the manequins were white. I saw just one black manequim inside a store. Detail: without head, only the body. After being there for some hours my feeling was that the apartheid hasn’t finished yet. Even in the hotel, all the high staff was white, and the ones that had to do the hard service were black. The guy that took us to the bus station was black, and I couldn’t see his eyes because he was afraid of looking at us since he didin’t seem to look to the other white people that call the shots there.In South Africa, they accept all kinds of currency but they never accept coins in other currencies. So take only bank notes. The currency change is the same as in England if you go to a bank, but in the hotel you can loose more money. It was what happened with us. I had 10 pounds in notes and Shari and I had more 10 euros in notes. Since we didin’t get pocket money for this trip we had to expend this money to pay the taxi from the hotel to the bus station. It costed us almost 18 pounds. And we had arranged the price before, but this kind of services are expensive there.The next day, we took off to Maputo by bus. The bus is really good. It took us 8 hours to get to Maputo. In the border, they charged us a tip of 5 dollars. But we were really lucky, and I remembered that my father gave me exactly 5 dollars before I left Brazil just in case I would need it. That was the only money that we had.