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domingo, 24 de agosto de 2008

A chegada em Maputo - trabalho voluntário II

A chegada em Maputo foi um choque, nao por causa das condicoes da cidade, mas porque todo mundo fala portugues e é muito estranho estar na Africa, tao distante, tao desconhecida, e escutar as pessoas falando a mesma lingua. Os mocambicanos nao apenas falam portugues, mas eles sao loucos pelo Brasil. Eles assistem a novelas brasileiras, escutam musica brasileira, amam Ronaldo, e estao mais do que ansiosos para recepcionarem o cantor Netinho de Paula - e seu um dia de princesa -que tem uma visita prevista a Mocambique em novembro. Seu programa e transmitido aqui aos domingos. Ahhh, eles tambem vao a igreja. E claro, vao a Igreja Universal do Reino de Deus.

Maputo e a capital de Mocambique, com pouco mais de tres milhoes de habitantes. O centro da cidade e bastante limpo se comparado com o padrao nacional. A arquitetura e colonial portuguesa, como em muitas cidades do Brasil. A pobreza, entretanto, da um soco na cara de quem la chega. Ruas pavimentadas so na regiao central. As construcoes portuguesas tambem. A poucos minutos do centro, ruas de terra, casas bem simples feitas de palha e bambu, uma grande favela, mas nao tao aglomerada como as do Brasil. A populacao e carente. Falta tudo.As pessoas vestem-se com roupas bem velhas, surradas, furadas, sujas. So 1/3 das casas em Maputo tem agua tratada e encanada e sistema de esgoto. As criancas brincam na rua enquanto as maes trabalham vendendo frutas, peixe ou biscoitos que fazem em casa. Falta aos mocambicanos informacao sobre higiene e cuidados com a saude. O lixo e jogado na rua, as criancas brincam com ele, e as galinhas se alimentam dele. Depois sao vendidas no mercado e vao de la para a mesa.

Fiquei apenas um dia em Maputo, mas consegui dar uma volta pela cidade, ver alguns murais de arte, ir ao hospital. Enfim,sentir a cidade. Outro fator interessante sao os nomes dados as ruas,muitas deles com alusao a luta pela independencia de Mocambique, em1975, como prca. Da Forca Popular, e outras com referencia a pensadores de esquerda, como av. Karl Marx. Depois da independencia de Mocambique, em 1975, o pais viveu uma guerra civil ate 1992,quando foi assinado um contrato de paz, que vigora ate hoje. A guerra envolveu basicamente duas guerrilhas, que depois viraram partidos politicos: a Frelimo (Frente pela a Libertacao de Mocambique) e aRenamo (Resistencia Nacional de MOcambique). A Frelimo, que governa o pais hoje, tem uma linha ideologica mais voltada para a esquerda. Na guerra civil, inclusive, foi apoiada por Cuba e pela ex-URSS. ARenamo e de direita, teve o apoio da Africa do Sul e dos EUA durantea guerra. (continuação)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Enfim estou em Maputo!

Texto escrito em outubro de 2003 para amigos que se preparavam para ir da Inglaterra para trabalhar como voluntários em alguns países da África.

Arriving in Maputo was a shock, not because of the conditions of the city, but because of the fact that everybody speaks my language and it is pretty strange to realise that. They not only speak my language, but they are also (as I do) crazy for Brazil. They watch Brazilian soap operas, they listen Brazilian music, they love Ronaldo, and they are more than anxious to welcome a Brazilian singer that is coming to the country on November and whose program is on TV every Sunday. Ahh, they also go to the church…. a Brazilian church called Igreja Universal do Reino de Deus. It is amazing. I can tell you guys: learn the language of the country you are going because you have a great advantage. Shari is doing really well. She can communicate to the people, and I am sure that in one or 2 months she will be speaking quite well. We stayed one day in Maputo when we went to visit the city. It is not so dirty, but it is extremely poor if we take into consideration that it is the capital of the country. The streets are pavimented, but just 1/3 of the houses has clean water and sewage system. The buses are called chapas and actually they are mini buses that can fit as many people as go inside. Everybody is welcome. If you just leave the city center, you can see streets that are not pavimented and very simple houses made by palha (I don’t know the name in English) and bamboo.