Mais um vídeo-participativo produzido em Angola por funcionários da Adra treinados pela Minibus Media. O assunto agora são os lavadores de carros que trabalham nas ruas de Luanda. Assista aqui.
Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
O lixo em Luanda
Para conhecer a visão de alguns jovens angolanos sobre o lixo em Luanda, assista ao vídeo sobre o assunto aqui.
O vídeo é resultado de uma formação em vídeo-participativo facilitada pela Minibus Media em Angola este ano. Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.
O vídeo é resultado de uma formação em vídeo-participativo facilitada pela Minibus Media em Angola este ano. Para mais informações sobre o projeto, clique aqui.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
União Européia divulga relatório preliminar sobre eleições angolanas
A Missão de Observação Eleitoral da União Européia acaba de divulgar seu relatório preliminar:
"Angola consolida o seu compromisso com a paz e dá um passo positivo no sentido do fortalecimento da democracia com o registo de elevados níveis de afluência às urnas durante um acto eleitoral realizado em clima de serenidade o qual, no entanto, revelou debilidades organizacionais e inconsistências de procedimentos no dia das eleições e desigualdades nas condições oferecidas aos partidos políticos concorrentes". Para ler o relatório completo, clique aqui.
"Angola consolida o seu compromisso com a paz e dá um passo positivo no sentido do fortalecimento da democracia com o registo de elevados níveis de afluência às urnas durante um acto eleitoral realizado em clima de serenidade o qual, no entanto, revelou debilidades organizacionais e inconsistências de procedimentos no dia das eleições e desigualdades nas condições oferecidas aos partidos políticos concorrentes". Para ler o relatório completo, clique aqui.
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Reuters ou SADC, confusões de observadora eleitoral
Uma colega que trabalha para um doador internacional em Angola acaba de me falar sobre os rumores que andam correndo em Luanda entre os doadores e alguns observadores internacionais. Segundo ela, a publicação da declaração da chefe da missão de observação eleitoral da União Européia, de que as eleições tinham sido um desastre, conforme um dos posts deste blog, causaram mal estar dentro da própria missão. Mas a chefe teria se desculpado internamente, dizendo que achou que estivesse fazendo um comentário para um colega observador da SADC. Não sabia o repórter da Reuters estava por perto!
Enfim, eu não estava do lado dela na ocasião para saber se o moço da SADC era a cara do repórter da Reuters ou não. Eu só acho que ela deveria ter sido mais cautelosa nas declarações. Pelo que parece, ela estava se referindo às assembléias que havia visitado. Isso, no entanto, não justifica uma fala irresponsável como aquela.
Ah, e a Plataforma Eleitoral vai publicar seu relatório na quarta-feira. Eles esão esperando reunir todas as informações de seus observadores nas províncias para elaborar o relatório final.
Enfim, eu não estava do lado dela na ocasião para saber se o moço da SADC era a cara do repórter da Reuters ou não. Eu só acho que ela deveria ter sido mais cautelosa nas declarações. Pelo que parece, ela estava se referindo às assembléias que havia visitado. Isso, no entanto, não justifica uma fala irresponsável como aquela.
Ah, e a Plataforma Eleitoral vai publicar seu relatório na quarta-feira. Eles esão esperando reunir todas as informações de seus observadores nas províncias para elaborar o relatório final.
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domingo, 7 de setembro de 2008
Imprensa angolana e um lado da história
Na cobertura das eleições, a imprensa angolana continuou a mostrar apenas um lado da história. Enquanto a imprensa internacional reproduzia as críticas da chefe da missão de observadores internacionais da UE, a Angop tinha como chamada de sua homepage "Observadora da UE elogia processo eleitoral". Esse tipo de cobertura dá uma idéia de que a Angop continua a mesma. Quem perde com isso são os angolanos que, por sinal, são o grande exemplo desse processo eleitoral pela votação em massa, pelo civismo.
sábado, 6 de setembro de 2008
Observadores internacionais e a prepotência européia
Mais uma eleição na África e, mais uma vez, as declarações do chefe da missão de observadores da União Européia mostram aquela prepotência dos que acham que sabem tudo. Confira trechos da matéria publicada pela BBC Brasil:
"A chefe da missão de observadores da União Européia (UE), Luisa Morgantini, que chamou o processo de votação de "desastre" na manhã de sexta-feira, neste sábado adotou uma postura mais cautelosa, segundo a agência de notícias AFP.
"Houve problemas (...) Vamos ver o que acontecerá", afirmou, dizendo que não apresentará o relatório oficial da missão da UE até segunda-feira."
Pessoalmente, acho a missão de observação eleitoral da UE a mais preparada e abrangente entre as missões de observadores eleitorais internacionais. A missão se estabelece no país cerca de dois meses antes das eleições, geralmente observadores são enviados para todas as províncias e é feita uma análise criteriosa e minuciosa da legislação eleitoral. O grande problema a meu ver, no entanto, é que a missão de observadores da UE mantém o caráter prepotente (aquele de quem sabe tudo e é dono da verdade). E eu acho que os chefes das missões, pelo menos nas três eleições que acompanhei mais de perto (Malauí, Moçambique e Angola) são despreparados para falar com a imprensa. Acho no mínimo irresponsável uma chefe de missão usar palavras como "desastre" para definir o processo de votação em Angola, ainda mais se levarmos em conta o histórico do país. E o pior é que a imprensa reproduz todas as bobagens faladas, como verdades absolutas.
Isso me lembra muito o que aconteceu em Moçambique em 2004, quando o chefe da missão de observadores da UE declarou que haveria uma grande possibilidade de fraude nas eleições. A votação e a apuração aconteceram e o cidadão teve de voltar atrás, declarando que as "eleições em Moçambique foram justas, livres e transparentes". Sua primeira declaração, no entanto, foi notícia pelo menos nas seis semanas antes da votação, o que poderia ter causado conflito. E a UE que fala tanto em prevenção de conflito...
Por ser a maior missão de observadores internacionais em Angola e a que lá está por mais tempo, a missão da UE é tida como referencia para a imprensa. Pena que a imprensa está se esquecendo que a plataforma eleitoral contou com o apoio de 2500 observadores nacionais. Gostaria muito de conhecer o parecer desses observadores para poder tirar conclusões. Eu, pessoalmente, acho mais legítima a análise dos observadores angolanos que são em maior número e estiveram presentes em áreas não cobertas por internacionais.
Sim, a observação internacional é importante para legitimar o processo. Não tenho dúvida disso. Os europeus realmente conseguiram fazer de sua missão de observação tornar-se como um selo de qualidade/transparència. Ou seja: o governo que não convida os observadores da UE para observar as eleições de seu país está praticamente fadado a ter as eleições classificadas como ilegítimas. Os que convidam tem que ouvir declarações irresponsáveis. Como eu disse antes, acho a missão da UE interessante. Mas, infelizmente, enquanto os chefes das missões não usarem bom senso e medirem as palavras, fica difícil aguentar o dueto ataque-cautela e a prepotència dos donos da verdade, transparentes, não-corruptos.
"A chefe da missão de observadores da União Européia (UE), Luisa Morgantini, que chamou o processo de votação de "desastre" na manhã de sexta-feira, neste sábado adotou uma postura mais cautelosa, segundo a agência de notícias AFP.
"Houve problemas (...) Vamos ver o que acontecerá", afirmou, dizendo que não apresentará o relatório oficial da missão da UE até segunda-feira."
Pessoalmente, acho a missão de observação eleitoral da UE a mais preparada e abrangente entre as missões de observadores eleitorais internacionais. A missão se estabelece no país cerca de dois meses antes das eleições, geralmente observadores são enviados para todas as províncias e é feita uma análise criteriosa e minuciosa da legislação eleitoral. O grande problema a meu ver, no entanto, é que a missão de observadores da UE mantém o caráter prepotente (aquele de quem sabe tudo e é dono da verdade). E eu acho que os chefes das missões, pelo menos nas três eleições que acompanhei mais de perto (Malauí, Moçambique e Angola) são despreparados para falar com a imprensa. Acho no mínimo irresponsável uma chefe de missão usar palavras como "desastre" para definir o processo de votação em Angola, ainda mais se levarmos em conta o histórico do país. E o pior é que a imprensa reproduz todas as bobagens faladas, como verdades absolutas.
Isso me lembra muito o que aconteceu em Moçambique em 2004, quando o chefe da missão de observadores da UE declarou que haveria uma grande possibilidade de fraude nas eleições. A votação e a apuração aconteceram e o cidadão teve de voltar atrás, declarando que as "eleições em Moçambique foram justas, livres e transparentes". Sua primeira declaração, no entanto, foi notícia pelo menos nas seis semanas antes da votação, o que poderia ter causado conflito. E a UE que fala tanto em prevenção de conflito...
Por ser a maior missão de observadores internacionais em Angola e a que lá está por mais tempo, a missão da UE é tida como referencia para a imprensa. Pena que a imprensa está se esquecendo que a plataforma eleitoral contou com o apoio de 2500 observadores nacionais. Gostaria muito de conhecer o parecer desses observadores para poder tirar conclusões. Eu, pessoalmente, acho mais legítima a análise dos observadores angolanos que são em maior número e estiveram presentes em áreas não cobertas por internacionais.
Sim, a observação internacional é importante para legitimar o processo. Não tenho dúvida disso. Os europeus realmente conseguiram fazer de sua missão de observação tornar-se como um selo de qualidade/transparència. Ou seja: o governo que não convida os observadores da UE para observar as eleições de seu país está praticamente fadado a ter as eleições classificadas como ilegítimas. Os que convidam tem que ouvir declarações irresponsáveis. Como eu disse antes, acho a missão da UE interessante. Mas, infelizmente, enquanto os chefes das missões não usarem bom senso e medirem as palavras, fica difícil aguentar o dueto ataque-cautela e a prepotència dos donos da verdade, transparentes, não-corruptos.
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